Mostrar mensagens com a etiqueta Edifer. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Edifer. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

25 empresas pedem insolvência todos os dias

Já desapareceram 5.808 empresas desde Janeiro.

Desde o inicio do ano já desapareceram 5.808 empresas, mais 1.730 do que no mesmo período do ano passado e mais 2.172 do que no ano anterior. Feitas as contas, em média, 25 empresas por dia recorrem aos tribunais para pedir insolvência, tal é a crise no país.

De acordo com o Jornal de Notícias e Diário de Notícias, o número de empresas em dificuldade aumentou já 42,42%.

O comércio é o sector que apresenta maiores problemas, com 1.535 pedidos de insolvência até finais de novembro. Ainda assim, a construção e o imobiliário já atiraram para o desemprego uma média de 430 trabalhadores por dia, sendo que o sector já perdeu, só no último ano, 110 mil empregos.

Segundo os dados do Instituto Informador Comercial, a venda em leilão dos equipamentos do grupo FDO - que chegou a ser um dos maiores grupos de construção nacional - é a prova disso mesmo.

Esta empresa - que acumulou dívidas de 220 milhões de euros de dívidas - está entre as 1.496 construtoras e imobiliárias que pediram a insolvência até ao momento.

Mesmo assim, e apesar dos problemas, outras salvaram-se: é o caso da Edifer, da MonteAdriano e da Hagen, que acabaram por ser adquiridas pelo fundo Vallis, cujos acionistas são o BES, BCP, CGD e Banif.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Empresas de construção vão ter pacote de medidas para suavizar crise

Menos custos e mais garantias de financiamento: são estas as duas linhas mestras do novo pacote de ajuda para as empresas de construção que o Governo está a ultimar e que deverá discutir brevemente no Conselho de Ministros.

Serão, sabe o Dinheiro Vivo, apoios às empresas exportadoras mas também novas medidas para facilitar o financiamento de projetos, impondo novas regras para as garantias bancárias. A quebra na procura interna e as dificuldades de internacionalização explicam este pacote: só desde o início do ano, 811 empresas abriram insolvência em Portugal, um número que acumula com as 14 mil que já fecharam portas na construção e imobiliário desde 2002.

“A quebra da procura é significativa e exige soluções, que estão a ser preparadas em conjunto com as associações de imobiliário, sem querer adiantar pormenores”, admitiu em Angola, o ministro Álvaro Santos Pereira. Sem querer adiantar pormenores sobre este plano, o ministro da Economista admitiu perante uma plateia de empresários que a nova legislação deve ir a um dos próximos Conselhos de Ministros.

Em paralelo, sublinhou Santos Pereira, o “Governo quer criar linhas de crédito para apoiar grandes empresas exportadoras e já não só as PME”, reconhecendo a debilidade da construção face à queda abrupta da procura interna.

No último ano foi posto em marcha o fundo para a consolidação do setor da construção, depois da construtora Edifer ter sido resgatada pela Vallis, a sociedade lançada por Pedro Gonçalves. Esse processo continua a correr – a Opway, Monte Adriano e Hagen também foram contactadas – e o objetivo é que estas empresas de média dimensão aproveitem este tipo de fundos e a consolidação do setor para evitar a sua insolvência. Noutro plano, as associações de construção e imobiliário têm exigido ao Estado várias medidas para salvar este setor, nomeadamente o pagamento de 1,4 mil milhões, novos incentivos à reabilitação urbana e ao arrendamento. Ao mesmo tempo pedem, agora para as PME, o pagamento mais tardio do IVA e a concessão de linhas de crédito específicas