O ministro das Finanças, Vítor Gaspar , reconheceu ontem a necessidade de Portugal “corrigir a perda de competitividade na primeira década do século XXI”, para o que defende “uma economia mais concorrencial e aberta ao exterior”.
O ministro falava na apresentação do Relatório de Competitividade 2012 da Associação Industrial Portuguesa (AIP), documento que considerou “um exemplo paradigmático” das iniciativas daquela associação no âmbito da dinamização da economia e que permite “ter uma imagem mais precisa da economia portuguesa, da sua evolução e alertar para os sinais de fraqueza”.
De entre as medidas adotadas pelo atual Governo, ao longo dos últimos 18 meses, que podem contribuir para a melhoria da competitividade das empresas e a transformação e recuperação da economia portuguesa, Vítor Gaspar destacou, entre outros, a Comissão criada para estudar a reforma do IRC e o programa de privatizações, que “atrai novas empresas para Portugal e permite obter novas fontes de financiamento para a economia”.
O presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, já tinha alertado na abertura da sessão para os elevados custos fiscais das empresas, com Portugal a aplicar a segunda maior taxa nominal de impostos sobre o rendimento das empresas da UE, a seguir à França.
A “rigidez” dos custos, inclusive salariais, suportados pelas empresas foi um dos entraves para o País ganhar mais competitividade apontados pelo presidente da AIP.

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