A Associação Industrial Portuguesa (AIP) vai propor ao Governo que as empresas do sector privado possam cortar os salários aos seus trabalhadores, com acordo dos mesmos, mas sem ter de passar pelos sindicatos, confirmou nesta terça-feira, José Eduardo Carvalho, presidente da AIP ao jornal Diário Económico.
Segundo o Diário Económico, a ideia ainda não foi apresentada ao Executivo, mas fará parte de um conjunto de propostas para atacar o problema da competitividade das empresas portuguesas em que a Indústria está a trabalhar, para discutir com o Governo. A opção de cortar os salários aos trabalhadores no privado já existe hoje, mas exige a negociação com os sindicatos. O objectivo da AIP é que esta passagem pelos sindicatos deixe de ser obrigatória.
"Não defendemos o corte de salários generalizado, mas sim para empresas em processo de reestruturação e para evitar a insolvência", contou o presidente da AIP, em declarações ao Diário Económico.
"Pode-se trabalhar em quatro rubricas de custos: fiscais, financeiros, energéticos e salariais. O problema é que os energéticos representam 1% do PIB e os salariais 50%", explicou José Eduardo Carvalho.
Sem ser esta medida, a AIP continua a defender as virtudes da desvalorização fiscal, através da diminuição da taxa social única (TSU).
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