O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, apelou hoje aos trabalhadores das empresas públicas de transporte para acabarem com as greves, afirmando que paralisações só aceleram a concessão daquelas empresas a privados.
"Faço aqui um apelo a todos que têm responsabilidade: os serviços devem operar todos os dias. Se assim for, terão a tutela a defender a manutenção da identidade do Metro e da Carris e a manutenção do serviço nos termos em que está definido", disse o governante.
Sérgio Monteiro falava por ocasião da celebração do 53.º aniversário do Metropolitano de Lisboa, assinalada no auditório da estação do Alto dos Moinhos, onde foi recebido com alguns apupos por um grupo de trabalhadores que se concentrou no local.
Comparando os transportes públicos a uma operadora móvel, o secretário de Estado assegurou aos trabalhadores do Metro que "ninguém quer uma operadora que trabalhe três quartos do dia".
Garantir a sustentabilidade
Sérgio Monteiro sublinhou que é preciso um "esforço todos os dias" e frisou que é a "zelar pela sustentabilidade do serviço que todos rumam no mesmo sentido".
Questionado pela Lusa, o governante negou que as greves sejam um entrave na concessão das empresas de transporte a privados: "Pelo contrário, são um acelerador do processo de concessão".
Referindo-se às tarifas, o governante assegurou que este ano não vai haver mais aumentos.
"Dissemos que em 2013 não esperávamos nenhum aumento extraordinário e que o mesmo se alinharia com a inflação esperada e assim foi: 2013 tem um ajustamento de 0,9% em termos médios, o que significa que os aumentos extraordinários já terminaram", disse aos jornalistas.
Quanto à situação financeira das empresas de transporte público, Sérgio Monteiro disse que "tem de ser gerida entre estado e a troika".
Equilíbrio operacional é prioridade
"Sempre definimos que a prioridade era atingir equilíbrio operacional e foi isso que fizemos. Ajustámos o tarifário, reduzimos o custo operacional e, por isso, quase todas as empresas já têm números muito positivos para apresentar", acrescentou.
O secretário de Estado e o presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa e da Carris viajaram entre as estações de Santa Apolónia e do Alto dos Moinhos numa das primeiras composições do metro.
À sua espera no auditório do Alto dos Moinhos estava o coro Metropolitano, composto por trabalhadores e trabalhadores reformados daquela empresa.
a cerimónia foi apresentado o pequeno filme protagonizado por Artur Agostinho que a empresa divulgou no início da atividade e que explicava aos lisboetas o que era e como funcionava o metro.
Foram ainda distinguidos os funcionários do Metropolitano de Lisboa que completam em 2013 os 30 anos de casa.
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