terça-feira, 13 de novembro de 2012

"Queremos que os alemães vejam um País menos burocrático"

Álvaro Santos Pereira defendeu hoje no CCB que os portugueses não viram as costas às suas responsabilidades.

"Nos últimos meses, unimo-nos e arregaçamos as mangas e estão a cumprir as nossas responsabilidades. Cometemos erros no passado, e estamos hoje a pagar a factura", referiu o ministro da Economia e do Emprego.

O governante deu como exemplo algumas reformas que estão a ser realizadas em Portugal - tais como o novo código da insolvência, o fim das ´golden shares´ e a nova lei da concorrência - e que "nos vão tornar mais competitivos".

Álvaro Santos Pereira salientou que o Governo está a elaborar um novo pacote fiscal que promete aumentar a competitividade das empresas portuguesas, ao mesmo tempo que irá reduzir a burocracia e potenciar o investimento estrangeiro em Portugal. Este pacote será discutido com a troika durante a sexta avaliação do programa de ajustamento financeiro, que se inicia hoje com os líderes internacionais a regressarem a Lisboa.
"Queremos que Portugal possa ter uma fiscalidade mais competitiva e atractiva. Queremos que os empresários e investidores alemães vejam um País menos burocrático, com uma justiça que funciona e que seja atractivo", sublinhou o ministro da Economia e do Emprego. 

Álvaro Santos Pereira aproveitou para mandar um recado à Comissão Europeia e salientou que "Portugal está totalmente empenhado em ultrapassar a crise. Mas está na altura que a Europa nos retribua".

No discurso referiu ainda que Portugal tem que apostar na reindustrialização. "Para nós é importante sublinhar que o nosso programa será centralizado na indústria". Álvaro Santos Pereira relembrou que os comissários Tajani, Almunia e Barroso têm defendido em discursos recentes que é importante que a Europa concilie austeridade com medidas de crescimento. 

"Chegou a altura de a Comissão apoiar na prática aquilo que defende na teoria. É fundamental que regras não sejam fundamentalistas e não bloqueiem as poucas avenidas que temos para crescer", referiu o ministro da Economia.

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