Álvaro Santos Pereira defendeu hoje no CCB que os portugueses não viram as costas às suas responsabilidades.
"Nos últimos meses, unimo-nos e arregaçamos as mangas e estão a cumprir as nossas responsabilidades. Cometemos erros no passado, e estamos hoje a pagar a factura", referiu o ministro da Economia e do Emprego.
O governante deu como exemplo algumas reformas que estão a ser realizadas em Portugal - tais como o novo código da insolvência, o fim das ´golden shares´ e a nova lei da concorrência - e que "nos vão tornar mais competitivos".
Álvaro Santos Pereira salientou que o Governo está a elaborar um novo pacote fiscal que promete aumentar a competitividade das empresas portuguesas, ao mesmo tempo que irá reduzir a burocracia e potenciar o investimento estrangeiro em Portugal. Este pacote será discutido com a troika durante a sexta avaliação do programa de ajustamento financeiro, que se inicia hoje com os líderes internacionais a regressarem a Lisboa.
"Queremos que Portugal possa ter uma fiscalidade mais competitiva e atractiva. Queremos que os empresários e investidores alemães vejam um País menos burocrático, com uma justiça que funciona e que seja atractivo", sublinhou o ministro da Economia e do Emprego.
Álvaro Santos Pereira aproveitou para mandar um recado à Comissão Europeia e salientou que "Portugal está totalmente empenhado em ultrapassar a crise. Mas está na altura que a Europa nos retribua".
No discurso referiu ainda que Portugal tem que apostar na reindustrialização. "Para nós é importante sublinhar que o nosso programa será centralizado na indústria". Álvaro Santos Pereira relembrou que os comissários Tajani, Almunia e Barroso têm defendido em discursos recentes que é importante que a Europa concilie austeridade com medidas de crescimento.
"Chegou a altura de a Comissão apoiar na prática aquilo que defende na teoria. É fundamental que regras não sejam fundamentalistas e não bloqueiem as poucas avenidas que temos para crescer", referiu o ministro da Economia.
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