quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Empréstimos a Portugal já são "muito favoráveis"

O FMI considera que as condições dos empréstimos a Portugal já são "muito favoráveis", em termos de taxas de juro e maturidade.

Questionada pela Lusa sobre a disponibilidade do FMI para uma revisão de taxas de juro e maturidade em termos mais favoráveis para Portugal, à semelhança da decidida esta semana pelo Eurogrupo, fonte oficial do Fundo defendeu que as condições são vantajosas para o país.

O acordo (EFF) entre Portugal e o Fundo tem um período de remuneração "mais longo do que outros acordos do Fundo - entre 4 anos e meio e dez anos", afirmou a mesma fonte.

"A taxa de juro associada ao empréstimo também é muito favorável - até agora, o custo dos empréstimos do fundo a Portugal registou uma média de pouco mais do que 2,5%", adiantou.

A responsável do Fundo escusou-se a responder directamente se o Fundo estaria disponível para rever estas condições, caso Portugal o venha a pedir.

Os ministros das Finanças da zona euro alcançaram na madrugada de terça feira um acordo político para o desembolso da próxima tranche de ajuda à Grécia, que ascenderá a 43,7 mil milhões de euros.

"Houve um acordo político sobre próximo desembolso para a Grécia. Não se trata apenas de dinheiro. Trata-se da promessa de um futuro melhor para o povo grego e para a zona euro como um todo", declarou Jean-Claude Juncker, no final de uma longa reunião do Eurogrupo, que se prolongou por quase 13 horas e terminou já de madrugada, com um acordo sobre a revisão da ajuda à Grécia.

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), saudou terça-feira as iniciativas acordadas pelo Eurogrupo relativamente à Grécia e disse que, "assim que houver progressos" nos compromissos assumidos, vai recomendar o fim da primeira revisão do programa de Atenas.

Christine Lagarde afirmou que estas iniciativas incluem "recompras da dívida grega, o retorno dos lucros do Programa de Valores Mobiliários ('Securities Market Programme') para a Grécia, a redução das taxas de juro da linha de empréstimo, uma extensão significativa desta linha e das maturidades do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e o deferimento do pagamento dos juros do FEEF".

Estas medidas "vão ajudar a Grécia a levar o rácio da dívida [sobre o PIB] para um caminho sustentável e a facilitar um regresso gradual ao mercado financeiro".

"Saúdo o empenho dos parceiros europeus para que a Grécia leve a dívida [para um nível] substancialmente abaixo dos 110% do PIB em 2022, o que está dependente da implementação completa do programa pela Grécia. Isto representa uma redução enorme da dívida da Grécia relativamente à trajectória actual da sua dívida", afirmou ainda a directora-geral do Fundo.

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