segunda-feira, 29 de outubro de 2012

"Há indicações que haja outros interessados e formas de financiamento alternativos" para o Alqueva

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, admitiu, hoje em Comissão Parlamentar, que não sabe se o projecto da SAIP no Alqueva vai ou não prosseguir, contudo vai dizendo que "há indicações que haja outros interessados e formas de financiamento alternativos".

Álvaro Santos Pereira, que está a falar na Comissão de Economia e Obras Públicas, recordou que o Partido Socialista só está a pedir contas sobre o projecto 10 anos depois, uma vez que o projecto começou em 2002.

“Devem questionar o que se passou nos últimos seis anos”, afirmou Álvaro Santos Pereira, no seu discurso introdutório. O ministro referiu ainda que já o Governo social democrata concedeu a declaração de interesse nacional ao projecto do Parque Alqueva, liderado por José Roquette, “não só porque foi prometida, mas porque era uma medida justa”, acrescentando: “tudo o que dependia do Governo foi feito”.

O ministro da Economia referiu que nunca se coloca na análise de risco da Caixa Geral de Depósitos, um dos financiadores da SAIP, acrescentando que “o que o Governo devia fazer fez”.

No início de Agosto, a SAIP anunciou que tinha entrado com um pedido de insolvência no tribunal de Reguengos de Monsaraz, na sequência de não ter garantido financiamento ao projecto do Parque Alqueva.

Os financiadores da SAIP são a CGD e o BPI, mas a empresa liderada por José Roquette sempre afirmou que o banco do Estado é que exigia um aval pessoal do empresário que seria incomportável.

As dívidas das sociedades responsáveis pelo Parque Alqueva, que entraram esta semana com um processo de insolvência, ascendem as 53 milhões de euros.

O Parque Alqueva foi dos primeiros investimentos considerados Projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN). O empreendimento liderado por José Roquette parece, no entanto, não ter resistido à crise e a empresa que o geria (SAIP), após reestruturação, vai avançar para um processo de insolvência. 

Caso entre em falência, além dos compromissos com a banca, a SAIP vai ter de devolver os 7,2 milhões de euros que já recebeu de incentivos.

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