terça-feira, 18 de setembro de 2012

Empresários admitem dar poupança na TSU a trabalhadores

Os empresários do calçado defendem que a redução da contribuição das empresas para a Segurança Social e o agravamento para os trabalhadores é uma medida injusta, admitindo distribuir a poupança alcançada pelos seus funcionários.

"O dinheiro que eu ganhar será diretamente para os trabalhadores", garantiu o empresário de calçado Luís Onofre, na feira calçado em Milão, rejeitando que a proposta do Governo de reduzir a Taxa Social Única (TSU) conduza à criação de emprego.

O empresário explicou que distribuir a poupança conseguida com a redução da TSU "é uma forma de motivar" os 52 funcionários que emprega na fábrica em Oliveira de Azeméis, considerando que "se a ideia é aumentar a produtividade nacional, esta medida vai no sentido contrário".

"Este apoio às empresas não vai criar mais emprego. Eu não vou criar mais emprego", declarou.

O empresário Carlos Santos, dono da empresa de calçado Zarco, adiantou que a redução da TSU "não significa muito para as empresas já que os salários representam cerca de dez por cento do custo de produção", considerando que "chegou a uma altura em que há limites para os cortes salariais".

Foi nesse contexto que, no ano passado, deu um prémio aos mais de 100 trabalhadores, que representou cerca de um terço do ordenado: "Se puder, este ano voltarei a compensar os trabalhadores, porque quero vê-los satisfeitos e tenho a certeza de que há muitos empresários que vão fazer o mesmo".

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.