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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Empresas de transportes com novas administrações

Silva Rodrigues deve ser nomeado para a administração da Transportes de Lisboa. No Porto ainda não há nome.

O Governo pretende avançar nas próximas semanas com a nomeação dos conselhos de administração das empresas públicas de transportes de Lisboa e Porto. Esta será a medida mais emblemática no processo de fusão das quatro empresas de transportes previsto do Plano Estratégico dos Transportes, já que a partir desse momento o Metropolitano de Lisboa e Carris, a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) e a Metro do Porto passarão a ter a mesma administração.

Enquanto em Lisboa parece certa a nomeação de José Silva Rodrigues para a presidência da nova Empresa de Transportes de Lisboa - que resultará da fusão do Metro e da Carris, a Norte a situação carece ainda do acordo da Junta Metropolitana do Porto (JMP). Controlando 40% da Metro do Porto (MP), a JMP tem direito de veto sobre o nome do presidente que será sugerido pela tutela. Mesmo aqui terá de haver uma clarificação até 29 de Junho, dia em que deverá ocorrer a terceira assembleia-geral da MP este ano. No dia seguinte, e devido à renúncia dos quatro administradores, a MP fica sem órgãos sociais.

Para já, há acordo entre Rui Rio, que preside à JMP, e o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que tutela à empresa, quanto à composição dos futuros órgãos sociais . "O Governo propôs que o CA da Metro fique (do ponto de vista estatutário) na mesma, e os três executivos desse CA formam, também, o CA da STCP", explica fonte oficial da JMP ao Diário Económico. Isto significa que a empresa manterá sete administradores, dos quais quatro terão funções não executivas.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

TSU reduzida em 90% para Empresas que contratem jovens desempregados

O Governo apresentou um plano estratégico para fomentar o emprego entre os jovens. Entre as medidas apresentadas está a redução da taxa social única a empresas que contratem a prazo jovens desempregados. Inscritos há mais de quatro meses nos centros de emprego serão os benenficiários prioritários das medidas.

O Executivo vai conceder uma redução de 90% da TSU “até ao montante máximo de 175 euros”, revelou o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

Este benefício estará ao alcance das empresas que contratem “a termo, jovens desempregados de longa duração”, explicou o secretário de Estado do Emprego, Pedro Silva Martins.

A redução da TSU será efectuada através do reembolso das contribuições. O secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa, explicou que este mecanimo "garante a devolução em 30 dias do dinheiro à empresa".

O plano estratégico inclui apoios a empresas e jovens desempregados de forma a fomentar a criação de postos de trabalho entre uma faixa etária que está a ser muito afectada. A taxa de desemprego entre os jovens atingiu os 36,6%, em Maio.

Miguel Relvas considera que a forma como foi delineado este programa, com uma estrutura simples, deverá ser implementado rapidamente. O ministro espera que a implementação do programa seja efectuada em menos de 30 dias.

Os desempregados beneficiados por este programa serão os que estão registados nos centros de emprego há, pelo menos quatro meses. Estes serão os principais beneficiários, com as medidas a abrangerem jovens entre os 16 e os 30 anos, dependendo dos casos. "Serão os desempregados que estão inscritos nos centros de emprego que serão público prioritário" destas medidas, adiantou o secretário de Estado.

“Este Plano assenta em três pilares transversais, a saber, de estágios profissionais, de apoio à contratação, à formação profissional e ao empreendedorismo e de apoios ao investimento.”

“Possui um fundo de mais de 344 milhões de euros oriundos da reprogramação e maximização do Fundo Social Europeu e do FEDER, e cobre um universo de previsivelmente cerca de 90 mil destinatários”, explicou Miguel Relvas durante a conferência de imprensa.

Os responsáveis presentes na conferência de imprensa sublinharam por diversas vezes que este é um plano nacional, mas que haverá alguma insistência em zonas que têm maiores dificuldades em aceder ao investimento.