Faria de Oliveira considera que a criação de uma nova instituição de crédito para potenciar a utilização dos fundos europeus "pode ser positivo", no pressuposto de que a nova entidade possa ser um banco grossista cuja acção seja complementada pela banca comercial.
A ideia tem vindo a ser estudada pelo Governo e segundo o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) "as informações recentes que se puderam recolher" indicam que a nova instituição de crédito, "eventualmente um banco, terá uma configuração de banco grossista". Depois de obtidos pelo novo banco, a "operacionalização" dos fundos europeus "é feita pelos próprios bancos", o que para Faria de Oliveira indica que "há uma complementaridade, há uma cooperação. E conclui quer isso "obviamente pode ser positivo", mas ressalva que é preciso esperar para perceber com exactidão as intenções do Governo.
Faria de Oliveira falava esta tarde em Bruxelas, no final de um encontro com o comissário europeu responsável pelo mercado interno em que também participaram os presidentes do BES, BPI, BCP e CGD. Um encontro definido como "rotineiro"" durante o qual foram discutidos os diferentes diplomas em preparação ao nível europeu para o sector bancário.
Na ocasião, o presidente da APB manifestou-se preocupado com o agravamento das previsões de crescimento antecipado ontem por Vítor Gaspar: "obviamente uma previsão de uma recessão mais intensa não pode deixar de preocupar todas as pessoas". Para Faria de Oliveira o que é preciso fazer é "encontrar resposta", ou seja, "trabalhar o mais intensamente possível no sentido de permitir que o aparelho produtivo aproveite as oportunidades que tem no exterior e com isso dê o seu contributo e que no plano interno se tomem as medidas adequadas para que as empresas portuguesas sejam mais utilizadas".
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.