sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Faria de Oliveira vê criação de banco de fomento como "positivo"

Faria de Oliveira considera que a criação de uma nova instituição de crédito para potenciar a utilização dos fundos europeus "pode ser positivo", no pressuposto de que a nova entidade possa ser um banco grossista cuja acção seja complementada pela banca comercial.

A ideia tem vindo a ser estudada pelo Governo e segundo o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) "as informações recentes que se puderam recolher" indicam que a nova instituição de crédito, "eventualmente um banco, terá uma configuração de banco grossista". Depois de obtidos pelo novo banco, a "operacionalização" dos fundos europeus "é feita pelos próprios bancos", o que para Faria de Oliveira indica que "há uma complementaridade, há uma cooperação. E conclui quer isso "obviamente pode ser positivo", mas ressalva que é preciso esperar para perceber com exactidão as intenções do Governo.

Faria de Oliveira falava esta tarde em Bruxelas, no final de um encontro com o comissário europeu responsável pelo mercado interno em que também participaram os presidentes do BES, BPI, BCP e CGD. Um encontro definido como "rotineiro"" durante o qual foram discutidos os diferentes diplomas em preparação ao nível europeu para o sector bancário.

Na ocasião, o presidente da APB manifestou-se preocupado com o agravamento das previsões de crescimento antecipado ontem por Vítor Gaspar: "obviamente uma previsão de uma recessão mais intensa não pode deixar de preocupar todas as pessoas". Para Faria de Oliveira o que é preciso fazer é "encontrar resposta", ou seja, "trabalhar o mais intensamente possível no sentido de permitir que o aparelho produtivo aproveite as oportunidades que tem no exterior e com isso dê o seu contributo e que no plano interno se tomem as medidas adequadas para que as empresas portuguesas sejam mais utilizadas".

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