terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Desemprego exige "reformas para relançar economia"

O ministro da Segurança Social diz que o desemprego em Portugal exige "reformas estruturais que possam relançar a economia".

O aumento da taxa de desemprego em Portugal "é muito preocupante" e exige "reformas estruturais que possam efectivamente relançar a economia", disse hoje o ministro da Solidariedade e da Segurança Social.

"Só é possível (...) criar postos de trabalho com uma economia sustentada e a crescer", defendeu Pedro Mota Soares em Figueiró dos Vinhos, onde hoje visita instituições de solidariedade social e participa numa conferência promovida pela UGT.

Confrontado com o crescimento de 16,2% para 16,3% entre Setembro e Outubro, o governante frisou que "também é muito importante que se continue a trabalhar num conjunto de políticas activas de emprego (...) que passam por isenções em sede da Taxa Social Única".

O ministro anunciou ainda a intenção do Governo em avançar ainda este ano com a criação de um subsídio de desemprego para pequenos e médios empresários, uma proposta que será alvo de discussão em sede de Concertação Social.

Uma decisão que, salientou, testemunha a atenção que o Governo tem dedicado "à dimensão da protecção social", elencando medidas de apoio a jovens desempregados, desempregados de longa duração e casais que perderiam o seu posto de trabalho.

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 16,3% em Outubro, acima dos 16,2% de Setembro, sendo a terceira mais alta entre os Estados-membros, segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat.

Em Agosto, a taxa de desemprego em Portugal também já tinha atingido os 16,3%.

Na comparação com Outubro do ano passado, a taxa de desemprego em Portugal subiu de 13,7% para 16,3%, um dos maiores crescimentos entre os Estados-membros, a par dos registados na Grécia (de 18,4% para 25,4%, valores referentes a Agosto), em Chipre (de 9,2% para 12,9%) e em Espanha (de 22,7% para 26,2%).

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