sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

CCP aceita negociar aumento do salário mínimo

O líder da CCP entende que caso este aumento se venha a verificar "é positivo", na medida em que "os portugueses devem aumentar a sua capacidade de consumo". "No entanto, da parte do Governo existe uma objecção que é o acordo da troika. O que nós queremos perceber aqui hoje é se o Governo se movimentou o suficiente para alterar essas posições da troika ou não", declarou.

João Vieira Lopes ressalvou, no entanto, que apesar da abertura da CCP para aumentar o salário mínimo nacional, há que considerar as diferenças entre os vários sectores de actividade  "Na maior parte dos sectores isso é possível. Agora há sectores nos quais isso é difícil, como os sectores de mão de obra intensiva", referiu. 

Também à entrada para a reunião, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou que "se o Governo não manifestar abertura" a central sindical vai "endurecer o protesto". A CGTP reivindica um aumento para 515 euros já a partir de Janeiro, devendo o salário chegar a 545 euros ainda durante o ano de 2013. 

Já a UGT vai propor ao Governo o aumento do salário mínimo nacional para 500 euros a partir de 1 de Janeiro de 2013. 

O Governo de José Sócrates assinou em 2006 um acordo com os parceiros sociais que previa o aumento gradual do salário mínimo, de modo a que este fosse fixado nos 500 euros a 1 de Janeiro de 2011. 

Actualmente, o salário mínimo nacional é de 485 euros. 

O Governo e os parceiros sociais reúnem-se hoje para discutir a proposta de lei que vai permitir a distribuição de metade dos subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores do sector privado pelos 12 meses do ano, o que vai equivaler a um aumento mensal do rendimento ilíquido de 8,3%. 

No entanto, nos meses de Julho e Dezembro  em que eram normalmente recebidos os subsídios e passam a ser recebidas as respectivas metades, ocorre uma diminuição de 20,8% do rendimento ilíquido.

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