Hospitais públicos reduziram em 53% a dívida que tinham no final de 2011 para com as empresas de dispositivos médicos. Mas este ano já contraíram mais 350 milhões de euros em dívida.
Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) já pagaram 430 dos 800 milhões que estavam a dever, no final do ano passado, às empresas de dispositivos médicos.Assim, e graças aos 1.500 milhões que receberam em Abril vindos da transferência dos fundos de pensões da banca, os hospitais conseguiram saldar metade da dívida a estas empresas.
Quanto à dívida ainda por saldar? “Existe a expectativa de que a parcela ainda não liquidada – cerca de 370 milhões de euros – possa vir ainda a ser reduzida até ao próximo mês de Dezembro, por via da verba consignada ao pagamento de dívidas dos hospitais no segundo Orçamento Rectificativo, apresentado em 15 de Outubro”, lê-se no comunicado divulgado esta manhã pela Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED).
Lei dos compromissos a falhar?
Porém, a este montante que vem de 2011 somaram-se já mais cerca de 350 milhões de euros de dívida contraída durante o ano de 2012. Assim, o valor total da dívida no final de Setembro de 2012 fixou-se nos “718 milhões de euros, correspondente a um prazo médio de pagamento de 389 dias”, comenta Humberto Costa, Secretário-Geral da APORMED.
“Considerando apenas os fornecimentos de 2012, o prazo médio de pagamento dos hospitais às empresas de dispositivos médicos era no final de Setembro de 231 dias. Esta situação leva-nos a presumir que, mesmo excluindo o efeito do diferimento dos prazos em consequência da sua renegociação entretanto verificada entre algumas empresas e o Ministério da Saúde, nalguns hospitais, o cumprimento integral da Lei dos Compromissos ainda não se está a verificar”, concluiu.
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