As greves nos portos nacionais estão a levar a uma quebra nas exportações portuguesas, avisa o INE (Instituto Nacional de Estatística).
Segundo a Síntese Económica de Conjuntura, as exportações extra-comunitárias registaram um crescimento elevado entre Setembro deste ano e o período homólogo mas sofreram uma quebra inter-mensal de 6%, entre Agosto e Setembro, passando dos 25,1% para os 19%.
"De salientar que a evolução verificada no mês em análise poderá estar parcialmente associada às paralisações de alguns portos nacionais, dado que as exportações para os Países Terceiros se processam sobretudo por via marítima”, considera o INE.
No documento o INE também sublinha que que as exportações
destinadas ao mercado extracomunitário têm vindo a apresentar crescimentos homólogos superiores às destinadas ao mercado intracomunitário". Este crescimento tem sido contínuo desde Junho de 2011, tendo-se verificado um aumento de 19,8% em relação ao ano passado.
Os estivadores dos portos de Lisboa, Figueira da Foz, Aveiro, Setúbal, Sines e Madeira tem tido várias greves de há dois meses para cá e recentemente marcaram nova paragem entre 28 de Novembro e 5 de Dezembro. Os estivadores protestam contra a imposição pelo Governo de um novo quadro regulamentar para o sector que poderá culminar em despedimentos.
“No centro da questão continua o facto de o governo querer aprovar uma lei que precariza todo o sector portuário que põe em risco de despedimento de cerca de metade dos trabalhadores", disse recentemente Vítor Dias, presidente do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal, à agência Lusa.
Em resposta, a Associação dos Agentes de Navegação de Portugal (AGEPOR) desafiou o governo a substituir os estivadores em greve por militares.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.