quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CIP: «Resto do programa deve centrar-se no apoio às empresas»


A Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) mostrou-se hoje agradada com a sexta avaliação positiva da troika ao programa de ajustamento português, mas adverte para a necessidade de o mesmo se focar agora no apoio ao financiamento das empresas.

«É essencial que a segunda metade do plano de ajustamento, cumpridas seis das doze revisões previstas, se centre no apoio ao financiamento das empresas, em medidas de reforço da competitividade e na reforma efetiva do Estado, sem a qual não é possível reduzir a carga fiscal para níveis suportáveis pela economia», aponta a entidade em nota endereçada esta terça-feira às redações.

A CIP enaltece «a disponibilidade para estudar a criação de um banco de fomento» que ajude a potenciar «uma melhor alocação dos fundos estruturais», mas adverte que «continuam a faltar várias outras medidas» tidas como «essenciais para assegurar o financiamento das empresas», como «a criação de fundos de recapitalização de empresas utilizando a verba remanescente do pacote de 12 mil milhões de euros do empréstimo externo destinado» ao setor da banca, escreve a Lusa.

«No domínio do financiamento é ainda crucial que os bancos, em particular os apoiados pelo Estado nos seus planos de recapitalização, providenciem crédito a preços mais acessíveis às empresas, até porque beneficiam ainda de condições excecionais de financiamento junto do BCE», aponta a confederação.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou na segunda-feira que a troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) aprovou o desembolso de uma nova tranche de 2,5 mil milhões de euros, a sétima inserida no programa de assistência financeira a Portugal.

«Foi concluído com sucesso o sexto exame regular do programa» de ajustamento português, disse o governante na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do sexto exame regular da troika ao programa de ajustamento português.

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