terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cooperação com PALOP contraria desemprego

Os PALOP apresentam, na actual conjuntura, uma oportunidade para os engenheiros portugueses, segundo o bastonário Carlos Matias Ramos.

No próximo dia 18 realiza-se, por isso, o 1.o congresso com a participação de responsáveis por planos de desenvolvimento daqueles países. “A engenharia foi desvalorizada em Portugal”, resume, convencido que a Ordem pode “ajudar à internacionalização dos engenheiros”, em vez da emigração sem retorno.

Não há dados gerais de desemprego, mas entre os 12 a 13 mil engenheiros inscritos na delegação Norte, há 14% isentos do pagamento de quotas por “razões aceitáveis” (incluem desemprego).

"As escolas deviam ter observatórios, nomeadamente para fornecerem dados sobre a empregabilidade dos cursos", defendeu o bastonário dos engenheiros. "Da última vez que contei, havia, em Portugal, 580 cursos diferentes de engenharia. Como é que um jovem escolhe o curso e com base em que critérios?", questionou, adiantando que "não há mercado, neste momento, para a quantidade de engenheiros civis que se formaram em Portugal".

A certificação e o reconhecimento internacional, nomeadamente nos PALOP e mediante processos de cooperação bilateral, são imprescindíveis, na perspetiva de Carlos Matias Ramos, para garantir a revalorização da profissão.

"As nossas engenharias têm vantagens lá fora, porque se adaptam e e absorvem a cultura local. Aliás, a nossa engenharia sempre foi valorizada 'lá fora'. Mas temos a noção de que os engenheiros que emigram não o fazem com vontade", revelou o bastonário, preocupado com a possibilidade de o país ser incapaz de fazer regressar esses jovens engenheiros.

"Temos de ajudar a internacionalizar os nossos engenheiros, o que é diferente de mandá-los emigrar", rematou.

O equilíbrio na oferta de cursos de engenharia no ensino superior público e condições de decisão de investimento "sustentadas técnica, económica e financeiramente e não só em função de ciclos eleitorais" são medidas fundamentais, para o bastonário, para o futuro e valorização da profissão em Portugal.

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