terça-feira, 24 de julho de 2012

Schnellecke evita 'lay-off' graças às cedências dos trabalhadores

A Schnellecke Portugal já não vai entrar em 'lay-off' (suspensão temporária do contrato de trabalho) em Agosto, depois de os trabalhadores das três empresas que compõem o grupo terem prescindido dos prémios e dos aumentos salariais em 2012.

"A Schnellecke Portugal encontrou em colaboração com as Comissões de Trabalhadores uma alternativa ao 'lay-off', conseguindo também desta forma assegurar todos os 650 postos de trabalho. Para já, a questão do 'lay-off' na Schnellecke fica suspensa", informou hoje em comunicado Fernando Oliva, director-geral da Schnellecke Portugal.

Esta solução, segundo revelou à agência Lusa António Costa, coordenador da Comissão de Trabalhadores da Schnellecke Logística, que a par da Schnellecke Portugal e da Plantfield, constitui a filial da multinacional alemã em Portugal, só foi possível porque "houve cedências por parte dos trabalhadores". O responsável explicou que na Schnellecke Logística, os trabalhadores "prescindiram do prémio por objectivos semestral de forma a reverter o 'lay-off' anunciado pela administração e que iria decorrer entre 20 e 24 de Agosto".

Já na Plantfield, o acordo alcançado foi "muito semelhante", segundo António Costa, com os trabalhadores a abdicarem do prémio individual de Julho, Agosto e metade de Setembro. Refira se que na Logística o prémio é por equipas.

No que toca à Schnellecke Portugal, os colaboradores "abdicaram do aumento salarial agendado para este ano", de acordo com o representante dos trabalhadores.

"Não foi uma negociação fácil, mas o mais importante foi conseguido. Entramos hoje de férias com a certeza que vamos receber o nosso salário por inteiro em Agosto. Isto tira um grande peso das costas dos trabalhadores", realçou à Lusa António Costa.

Do lado da administração, Fernando Oliva sublinhou que, apesar do acordo alcançado, "e devido à continuada incerteza do mercado", em Setembro a situação voltará a ser analisada.

"Para já vamos de férias tranquilos, mas em Setembro vamos continuar a ter conversações quase diárias com a administração, também para perceber como evolui a situação dos clientes", disse António Costa, apontando para as eventuais paragens de produção do maior cliente, a fábrica de automóveis da Autoeuropa.

A Schnellecke Portugal produz mais de 30 componentes para a carroçaria dos diferentes modelos de automóveis da fábrica de Palmela e é responsável pela logística da montagem final na Volkswagen Autoeuropa.

As empresas da Schnellecke em Portugal integram o Grupo Schnellecke Logistics, sediado em Wolfsburg, Alemanha, e fundado em 1939. O grupo conta com 45 empresas distribuídas pelo mundo e mais de 14 mil colaboradores. O objectivo do grupo, que actualmente factura 632
milhões de euros, é tornar-se líder mundial como operador logístico de valor acrescentado na indústria automóvel.

O 'lay-off' é um instrumento que permite a redução de horário e a suspensão temporária dos contratos de trabalho, até um período máximo de seis meses, por iniciativa da empresa.

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