quarta-feira, 16 de maio de 2012

CIP: «Palavras bonitas não chegam, têm de haver condições»

Confederação Empresarial de Portugal defende ambiente mais favorável ao investimento e à internacionalização.

O presidente da CIP, António Saraiva, defendeu esta terça-feira a necessidade de políticas que promovam o investimento público, a par de um ambiente institucional favorável ao investimento privado.

«Muitos objetivos, projetos e palavras bonitas não chegam: temos de ter um ambiente institucional favorável e amigo do investimento privado, mas também políticas que promovam o investimento público. Sem investimento não teremos crescimento e para termos investimento temos de ter uma envolvente que nos seja mais favorável», disse Saraiva, que falava na conferência «Internacionalizar para crescer» realizada nas Caves Aliança, Sangalhos, promovida conjuntamente com a Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA), que marcou o arranque do Programa de Apoio à Decisão Empresarial (PADECip), adianta a Lusa.

O dirigente empresarial considerou que o desafio que o nosso país enfrenta agora é o de saber desenhar políticas de crescimento, que anulem ou minimizem o «enorme drama social que é o elevado desemprego».

António Saraiva sublinhou a necessidade de aliar um quadro de estabilidade social à estabilidade política, o que reconheceu ser difícil «atendendo à indignação, ao descontentamento e à falta de esperança da população».

A CIP deu já o seu contributo, ao subscrever em janeiro o compromisso para o crescimento, competitividade e emprego, em sede de concertação social, conforme António Saraiva fez questão de lembrar, mas alertou que não chega apenas o desejo e determinação dos empresários, sendo necessário alterar o modelo de desenvolvimento e dar às empresas condições.

«Por favor minorem-nos as dificuldades, removam-nos alguns obstáculos, promovam corajosas reformas, não olhem para os atos eleitorais, mas para esta empresa chamada Portugal e desenhem-na daqui para daqui a 15 ou 20 anos, assumindo corajosamente os riscos», disse em jeito de recado ao poder político, que estava representado na conferência pelo secretário de Estado adjunto da economia e desenvolvimento regional, Almeida Henriques.

Os custos da energia, o custo fiscal e parafiscal e a sua imprevisibilidade, as taxas municipais, o funcionamento da Justiça, o desrespeito pelos prazos de pagamento, são alguns dos entraves que as empresas enfrentam e referidos pelo presidente da CIP.

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