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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Universidades e empresas trazem mais inovação

Lisboa é uma cidade cada vez mais procurada pelos turistas, mas é preciso apostar mais no potencial da capital para os negócios. Só uma parceria entre as empresas e as universidades é capaz de atrair mais talentos e start-ups.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Criada equipa no apoio às Empresas do Sector do Turismo

O Turismo de Portugal anunciou ontem que foi criada uma equipa especializada no apoio às empresas do sector, com o objectivo de acompanhar os negócios em curso e em fase de arranque.

"A nova equipa vai auxiliar as empresas em áreas tão diversas como a do diagnóstico de oportunidades de investimento, do planeamento e licenciamento de actividades turísticas, da comercialização e marketing, do financiamento de projectos e da reestruturação financeira", refere a entidade em comunicado.

O presidente do Turismo de Portugal, Frederico Costa, justifica a criação da equipa "como forma de apoiar a optimização de condições para a sustentabilidade das empresas" e "também uma forma de ajudar os empresários no desenvolvimento de projectos estratégicos que contribuam para a inovação, internacionalização e competitividade da oferta turística".

A equipa é constituída por Isabel Vinagre, Maria João Cardoso e Nuno Jardim Fernandes e funcionará nas instalações da sede do Turismo de Portugal.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Turismo: “Portugal tem um capital turístico forte”

É considerado um setor vital para a economia portuguesa e, apesar da crise que se instalou no país, continua a reforçar o seu contributo positivo para a recuperação económica. Recentes campanhas de promoção lançadas em meios de comunicação e na vizinha Espanha pretendem atrair turistas nacionais e estrangeiros a Portugal. Um trabalho diário do Turismo de Portugal

É responsável por cerca de 45% das exportações de serviços e por cerca de 10% do emprego no país, segundo explica ao OJE o presidente do Turismo de Portugal (TP), Frederico Costa, numa breve "radiografia" à conjuntura económica atual, onde traça o potencial de desenvolvimento que o Turismo oferece. Na verdade, a atividade turística tem reforçado o seu peso na economia nacional, sendo hoje "o maior setor exportador, e com um saldo largamente positivo", sublinha o mesmo responsável, acrescentando que, em 2011, de acordo com o Banco de Portugal, o saldo da balança turística (diferença entre receitas e despesas) aumentou 11,3%, para 5,2 mil milhões de euros. Já os turistas não residentes, geraram receitas que ultrapassaram os 8,1 mil milhões de euros em 2011 (o correspondente a mais 7,2%, ou mais 544,3 milhões de euros que em 2010).

Quando questionado sobre em que medida pode este setor ser dinamizado, o presidente relembra que o país "tem um capital turístico forte, de grande qualidade e valor, que é amplamente reconhecido por quem nos visita" e que, apesar das dificuldades com que nos deparamos, em virtude da crise económica, aquela instituição pretende manter o peso do setor na economia e reforçar o seu contributo positivo para a recuperação económica.

"O Turismo pode e deve ser dinamizado através da sintonia entre as empresas e agentes do setor que constroem, promovem e vendem um destino turístico de grande qualidade internacional. E também pela capacidade de trabalharmos todos em conjunto: Turismo de Portugal, como autoridade turística nacional, as entidades regionais de turismo e os empresários", reforça Frederico Costa, para quem, perante as circunstâncias atuais, acredita que aquele organismo está "a fazer já um esforço redobrado de promoção externa do destino nos principais mercados internacionais".

Para além disso, relembra que continuam "a acompanhar e a apoiar a atividade comercial das empresas - usando todos os recursos e know how disponíveis para que o negócio turístico se desenvolva - e a qualificar, através de uma formação de excelência, tanto os novos profissionais como aqueles que estão no ativo".

Se, por um lado, a atual conjuntura económica e a imprivisibilidade internacional provocam um impacto negativo na confiança dos consumidores, por outro obriga a que todos os destinos tenham cada vez mais ideias para atrair turistas.

Frederico Costa garante que TP e Governo se encontram em articulação e mantêm um estreito contato com os empresários e com os próprios destinos, na procura de melhores soluções que acrescentem algo de bom à atividade das empresas.

O lançamento de novos instrumentos financeiros de apoio às empresas do turismo - duas linhas de crédito para apoio à tesouraria e qualificação da oferta, que podem ultrapassar os 200 milhões de euros -, o reforço da competitividade do destino (através da melhoria das acessibilidades, com um novo programa de apoio à promoção de Portugal em conjunto com as companhias aéreas) e a realização de campanhas articuladas com o setor privado para captar mais turistas nacionais e estrangeiros (como a campanha "Escolha Portugal" ou junto dos turistas da Andaluzia) fazem parte desse esforço.

A verdade é que a disponibilidade para viajar ficou condicionada, com reflexo nas deslocações, tempos de estadia e gastos nos destinos. Esta situação penaliza a rentabilidade das empresas, que, além do aumento da concorrência interna e externa, têm ainda, em muitos casos, de cumprir o serviço da dívida associado a investimentos desenvolvidos nos últimos anos. Mas já estão a ser tomadas medidas, conclui.