O sector agro-alimentar aumentou as exportações em 6,2% em 2012 e já tem sete mercados extra-comunitários entre os seus principais clientes, disse hoje o ministro Paulo Portas no Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas (SISAB).
O ministro dos negócios Estrangeiros, que chegou ao SISAB sem um coro a cantar 'Grândola Vila Morena' à sua espera (a agenda não foi divulgada), salientou que este ano a exposição tem um número record de expositores (mais de 500) e compradores (mais de 1.500), o que comprova "a pujança deste sector económico".
O ministro salientou o trabalho "extraordinário" das empresas que, em ano de recessão, conseguiram aumentar as exportações agro-alimentares em 6,2% no ano passado. "Significa que, mesmo quando há uma recessão, o agro-alimentar que, em Portugal junta o mais tradicional com o que é mais moderno, conseguiu dar um contributo extraordinariamente positivo para a economia", disse o governante.
Portas espera mais crescimento em 2013
Paulo Portas acrescentou que espera que em 2013 volte a haver um crescimento do sector, mas não se quis comprometer com estimativas, sublinhando antes que para isso é muito importante o apoio do programa PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) cuja aplicação foi "negligenciada durante muitos anos".
"Cada euro do PRODER mobiliza cinco do sector privado, o que significa que põe a economia a funcionar", afirmou. O ministro disse ainda que para o sucesso das exportações do agro-alimentar, que representa 10% do total das exportações nacionais (20% considerando todo o sector agrícola, incluindo as florestas), é essencial apostar nos mercados europeus e não comunitários.
"Na Europa, há demasiada recessão e demasiada estagnação. O que é que as empresas fizeram agilmente? Foram para fora dos mercados europeus", sublinhou.
Exportar para fora da UE
Dos 15 maiores mercados internacionais do sector agro-alimentar actualmente, sete são extra-comunitários, sendo particularmente importantes os de língua portuguesa, como Angola e Brasil, para onde o crescimento da exportação de produtos agrícolas é muito significativo.
Paulo Portas adiantou que o Governo tem trabalhado para desbloquear entraves burocráticos e alfandegários, o que já conseguiu ao nível do azeite e do vinho no Brasil e está a ser conseguido com a China de quem espera receber este ano autorizações para vários produtos.
"Uma economia para avançar tem de vender e as empresas têm de vender sobretudo para mercados onde há dinheiro para comprar", concluiu.
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