quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Parcerias com universidades dos EUA poupam 20 milhões por ano

As três parcerias de universidades portuguesas com norte-americanas já estão assinadas e as contribuições das diferentes entidades públicas representam poupanças de 20 milhões de euros por ano, afirmou o presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Miguel Seabra, o presidente da FCT que falava aos jornalistas, após a audição, na comissão parlamentar da Educação, Ciência e Cultura, da secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira, destacou que os novos valores atingidos, nesta nova fase, representam um terço do anterior. A última parceria a ser assinada foi com o MIT, e “é da mesma ordem de grandeza daquela com a CMU [Carnegie Mellon University], ou seja, quatro milhões [de euros] por ano, dois para Portugal, dois para os EUA”, avançou o presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

“Na sua globalidade, representa um gasto de 10 milhões de euros por ano, enquanto que [anteriormente], as três parcerias equivaliam a 30 milhões de euros e, portanto, são poupanças de 20 milhões por ano, ficando em cerca de um terço” do valor anterior, explicou Miguel Seabra. Segundo o responsável, o financiamento público foi reduzido “com a ideia de que vai haver cofinanciamento superior, tanto do parceiro norte-americano, como de empresas e outras entidades que se vão associar a estes projectos”.

“O prato forte desta segunda fase das parcerias são projectos grandes, pioneiros, que juntam instituições do conhecimento e empresas”, disse Miguel Seabra. Antes de renovar os acordos de parceria, o Govero pediu às entidades para apresentarem propostas a realçar a colaboração entre entidades de investigação e empresas, principalmente no empreendedorismo e inovação.

As alterações mereceram dúvidas da parte dos deputados da oposição, tendo Elza Pais, do PS, transmitido uma “visão diferente de uma situação que é dramática”, prevendo que “os programas vão acabar por desaparecer”.

Perante as preocupações com o futuro da investigação científica e as alterações do modelo de financiamento, nomeadamente de Miguel Tiago, do PCP, que realçou os cortes de 30 a 50% em alguns laboratórios do Estado e associados, a secretária de Estado garantiu que o Governo não tenciona reduzir estas instituições. “Das 322 unidades que a FCT financia, 26 são laboratórios associados, e cerca de metade do seu financiamento é efectuado pela FCT”, referiu.

Em respostas às críticas sobre a redução das verbas para a Ciência, Leonor Parreira reafirmou que “entrou mais dinheiro no sistema [científico] em 2012 do que em 2011”, um comportamento que explicou com a subida na taxa de execução dos projectos. Os números da secretária de Estado revelam que, no ano passado, foram pagos 412 milhões de euros, contra 410 milhões em 2010, o que reflecte uma execução de 93% e 84%, respectivamente. Apesar da alteração do modelo de financiamento, mesmo no período de transição, “não há risco para as instituições”, assegurou a governante.

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