Apesar da recessão em Portugal, as cotadas conseguiram aumentar as receitas em 8% nos primeiros nove meses do ano.
A economia nacional está em recessão e os portugueses estão a consumir cada vez menos. Mas isso não impediu as empresas do PSI 20 de aumentarem as receitas nos primeiros nove meses do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo cálculos do Diário Económico baseados nos relatórios e contas das cotadas, as receitas registaram um aumento de 7,5%, de 56,5 mil milhões para 60,7 mil milhões de euros. A explicação para este desempenho passa pelo crescimento dos negócios fora de portas e também por uma quebra das margens.
"O crescimento das receitas foi mais significativo nas empresas com uma expressiva exposição ao mercado externo. E podemos estar perante o fenómeno de ‘esmagamento de margens': as empresas vendem mais, mas ganham menos", explica o ‘trader' da GoBulling, Paulo Rosa, ao Diário Económico. Apesar da subida das receitas, no geral, o lucro das cotadas do PSI 20 teve uma quebra de 39,4%, muito à custa dos prejuízos do BCP, que se situaram em 795,3 milhões de euros, mas também do Banif, com um resultado negativo de 254 milhões de euros. No entanto, excluindo as cotadas do sector financeiro, o resultado líquido das empresas da bolsa nacional teve uma quebra bastante menor, de 6%, para 2,4 mil milhões de euros. Já as receitas das 15 cotadas não-financeiras do PSI 20 aumentaram 9,16% para 54,5 mil milhões de euros.
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