O Governo está apostado em transformar Portugal no país "mais competitivo, a nível mineiro, de toda a Europa", até 2020. O que espera conseguir através da formação profissional, mas sobretudo através de "fortes incentivos fiscais e financeiros para as empresas nacionais e estrangeiras investirem nos nossos recursos naturais", afirmou o ministro da Economia na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.
A reindustrialização do país e o fomento industrial são um dos cinco eixos estratégicos do Governo, disse Álvaro Santos Pereira, sublinhando não ter "a mínima dúvida" de que haverá "centenas de milhões de euros de investimentos nos próximos anos no sector mineiro, no gás e no petróleo.
"Seremos um país a exportar muito mais ferro, muito mais cobre, muito mais ouro e muito mais tungsténio entre outros minérios", prometeu o ministro, assegurando que estão já assinados mais de 100 contratos.
Sobre a reindustrialização do país, Santos Pereira adiantou que a meta do Executivo é a de que o peso da indústria represente, no mínimo, "20% do PIB" até 2020. Uma estratégia necessária para "criar mais riqueza e mais emprego".
Para o conseguir, diz o ministro, é preciso apostar no sistema dual de aprendizagem, usando formandos nas empresas ao mesmo tempo que estudam nas escolas, mas também no ensino técnico-profissional. Mas, é, também, preciso apostar nas redes transeuropeias de transporte, designadamente de bitola europeia, de modo a que as mercadorias saiam dos portos directamente para o centro da Europa. "É preciso que a Península Ibérica deixe de ser uma ilha em termos de ferrovia, devido aos seus carris diferenciados", afirmou.
A reindustrialização obriga, ainda, a investimentos nos portos, sendo que objectivo é que a reforma nesta área "leva a uma descida da factura portuária entre 25 e 30%", afirmou o ministro.
Defendeu, ainda, que é preciso que as redes transeuropeias cheguem, também, à energia, sendo necessário que haja boas redes de ligação entre Espanha e França. "Só assim conseguimos exportar energia, mas também ter um mercado mais concorrencial em Portugal, em que o preço da energia se torna menos pesado para empresas e famílias", frisou.

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