À falta de acordo entre patrões e operadores, esta terça-feira o Governo voltou a decretar unilateralmente os serviços mínimos que devem ser respeitados nas greves parciais dos portos de Lisboa, Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz até dia 5 de Dezembro.
O Governo não alterou as exigências em relação ao último pacote de serviços mínimos que decretou para o período de greve que termina esta quarta-feira, dia 28, de acordo com a informação avançada pela agência Lusa. Mantém-se, portanto, a exigência de transporte de mercadorias para exportação e para as regiões autónomas, o que vai ao encontro da posição dos operadores portuários, mas é contestado pelos estivadores, por entenderem que estes transportes não são de primeira necessidade.
O período de greve nos portos afectos à Frente Comum foi entretanto prolongado por mais duas vezes, a primeira até dia 9 de Dezembro e novamente, na segunda-feira, para dia 17 de Dezembro. Para cada um destes pré-avisos de greve, patrões e sindicatos têm de se sentar novamente à mesma mesa e tentar chegar a um acordo para serviços mínimos, entendimento que tem permanecido longe dos encontros.
A proposta de alteração da lei do trabalho portuário será discutida na quinta-feira na Assembleia da República, dia para o qual os estivadores da Frente Comum têm marcado um protesto em frente ao Parlamento.
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