A criação de uma taxa de IRC de 10% para atrair novos investimentos, fazendo de Portugal o país mais competitivo da Europa em matéria fiscal para empresas, é uma das hipóteses consideradas por Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia.
A notícia, veiculada hoje pelo "Jornal de Negócios", terá, porém, que passar pelo crivo da troika e também do próprio Ministério das Finanças.
De uma coisa Santos Pereira tem a certeza: "sem investimento Portugal não vai crescer", disse hoje em Lisboa à margem de um evento ligado ao setor do turismo.
Fontes contactadas pelo Expresso garantem que o FMI até vê a medida como positiva, no entanto, Bruxelas poderá levantar alguns entraves, até porque a entrada em vigor de uma medida fiscal desta natureza poderia criar situações de desigualdade de tratamento face a outros investimentos já concretizados.
Álvaro Santos Pereira reconhece que "Portugal precisa de apostar em políticas de investimento". E assegura que "precisamos de nos tornar competitivos para a atração de novos projetos empresariais. Falaremos com a 'troika', no âmbito da sexta avaliação, sobre possíveis instrumentos de estímulo ao investimento", admitiu ainda o governante.
O Expresso sabe também que nem sempre tem sido pacífica a relação entre Álvaro Santos Pereira e o seu colega das Finanças, nomeadamente no que respeita à criação de incentivos fiscais mais amigos do investimento.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.