Pedro Passos Coelho reúne hoje com os parceiros sociais, dois dias depois de a polémica alteração da Taxa Social Única ter caído no Conselho de Estado. O primeiro-ministro busca alternativas para conseguir mais receitas e os patrões já avançaram com uma primeira hipótese: o aumento em 30% do imposto sobre o tabaco.
António Saraiva, à entrada para a reunião de Concertação Social afirmou que "temos de encontrar formas de compensar a descida da TSU. Há-que encontrar altenativas e esta [imposto sobre o tabaco] é a que parece mais exequível".
Para o líder da CIP, "este imposto de 30% sobre o imposto do tabaco é a medida que parece que compensa a descida da TSU", e deverá ser suficiente para auxiliar empresas "produtoras de bens e serviços transaccionaveis e o turismo e restauração", como referiu Saraiva.
A CIP acredita que esta medida levará a que o Estado arrecade mais de 480 milhões de euros, valor que poderá compensar a descida das contribuições das empresas. A entidade patronal defende ainda uma descida seletiva da TSU, apenas para as empresas exportadoras.
Na generalidade todas as confederações procuram alternativas para propor ao Goveno, hoje em sede de Concertação. A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), defende, por seu lado, a redução dos descontos para as empresas criadoras de emprego, sugerindo a imposição de uma taxa sobre os setores de concorrência limitada, como a energia, a água e as telecomunicações. Já os agricultores refutam qualquer sobretaxa especial e querem cortes efetivos na despesa.
No que diz respeito às centrais sindicais, a UGT não levará nenhuma proposta à reunião, enquanto que a CGTP quer mais um escalão de IRC, uma sobretaxa de 10% sobre os dividendos como medida de combate à fraude e uma taxa de 0,25% sobre as transações financeiras. Isto porque como referiu Arménio Carlos, também à entrada para a reunião "rejeitamos todas as medidas que sejam para reduzir salários e pensões dos portugueses."
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