quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sentimento económico em Portugal melhorou em Agosto


O indicador de clima económico melhorou em Agosto, retomando o ténue movimento ascendente, depois de ter registado o mínimo da série em Fevereiro deste ano, divulgou hoje o INE.

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), apesar da evolução ser positiva, o indicador de clima económico mantém um valor negativo e fixou-se nos -4,0 pontos em Agosto, uma melhoria face aos -4,4 pontos verificados em Julho deste ano.

O valor médio deste indicador é de 1,5 pontos e o valor máximo foi alcançado em Abril de 1989 com 5,3 pontos. Já o valor mínimo registou-se em Fevereiro de 2012 com um valor de -4,9 pontos.

Para a melhoria registada no indicador de clima económico contribuíram as evoluções positivas em todas as suas componentes - indústria transformadora, serviços, comércio, obras públicas e consumidores.

Em relação à confiança dos consumidores, o respectivo indicador manteve em Agosto o perfil positivo iniciado em Fevereiro deste ano.

«A recuperação do indicador de confiança dos consumidores observada em Agosto resultou dos contributos positivos das perspectivas sobre a evolução da situação económica do país e sobre a situação financeira das famílias e das expectativas relativas à evolução do desemprego, mais expressivos nos dois últimos casos», segundo o INE.

Na indústria transformadora, o comportamento observado em Agosto deveu-se ao contributo positivo de todas as componentes, opiniões sobre a procura global, apreciações relativas à evolução dos ‘stocks’ de produtos acabados e perspectivas de produção.

Na construção e obras públicas, o indicador de confiança suspendeu a tendência negativa iniciada em Junho de 2008, em resultado da recuperação da carteira de encomendas e perspectivas de emprego.

Também o indicador de confiança dos serviços aumentou ligeiramente em Agosto, interrompendo a trajectória descendente anterior, reflectindo os contributos positivos sobre a actividade da empresa e das perspectivas de procura.

Por fim, no comércio, o indicador de confiança aumentou de forma ténue em Agosto, devido à recuperação registada no comércio por grosso, uma vez que no comércio a retalho se observou um agravamento.

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