As empresas portuguesas têm cada vez mais dificuldade em fazer face às suas responsabilidades financeiras. Segundo os dados publicados hoje pelo Banco de Portugal, o crédito malparado junto das sociedades não financeiras aumentou de 6879 milhões de euros para 9539 milhões nos primeiros seis meses do ano. Um crescimento de 39%.
As dívidas com um atraso superior a 90 dias já representam 8,66% do valor total emprestado pelos bancos às empresas, quando, em Dezembro de 2011, o rácio era 6,04%. Um ano antes, o malparado estava nos 4,94%.
Com a reduzida dimensão da esmagadora maioria das empresas portuguesas, a fragilidade de tesouraria é um traço comum do tecido produtivo nacional. Confrontadas com um mercado interno em forte contracção, cada vez mais empresas tem falhado no pagamento dos seus empréstimos.
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