terça-feira, 24 de julho de 2012

Citigroup: Mais austeridade vai criar dificuldades adicionais à economia portuguesa

Banco de investimento estima que o PIB português este ano recue de forma mais intensa do que previsto pela troika.

O Citigroup acredita que o Governo português vai apresentar mais medidas de austeridade este ano, para compensar a derrapagem do lado das receitas e cumprir as metas do défice acordadas com a troika.

“Enquanto o aperto orçamental adicional pode ter um impacto positivo na boa vontade da troika em continuar a financiar o programa de ajustamento de Portugal, vai também criar dificuldades adicionais à economia portuguesa”, refere o Citigroup, num comentário à notícia que o Governo português se prepara para fazer cativações de despesa no valor de 300 milhões de euros.

O Citigroup calcula que com estes cortes adicionais, a consolidação orçamental deste ano ficará em 9,3 mil milhões de euros, o que equivale a 5,6% do PIB.

O Citigroup tem uma previsão bem mais pessimista para a evolução da economia portuguesa, alertando nesta nota de “research” que a contracção do PIB “será substancialmente superior aos 3% actualmente previstos pela troika”.

As últimas previsões do banco de investimento apontam para uma quebra de 4,6% no PIB este ano e de 5,5% em 2013.

O Citigroup tem defendido a perspectiva que Portugal vai necessitar de um segundo resgate, provavelmente no terceiro ou quarto trimestre deste ano, devido à “provável derrapagem do défice em 2012 e fracas esperanças do país regressar aos mercados em 2013”.

Apesar de estimar este segundo resgate para Portugal já este ano, o Citigroup acredita que o programa não será acompanhado de uma reestruturação da dívida portuguesa. A concretizar-se este cenário, que o Citigroup considera provável, só deverá acontecer em 2014 ou 2015, diz o banco.

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