Banco de investimento estima que o PIB português este ano recue de forma mais intensa do que previsto pela troika.
O Citigroup acredita que o Governo português vai apresentar mais medidas de austeridade este ano, para compensar a derrapagem do lado das receitas e cumprir as metas do défice acordadas com a troika.
“Enquanto o aperto orçamental adicional pode ter um impacto positivo na boa vontade da troika em continuar a financiar o programa de ajustamento de Portugal, vai também criar dificuldades adicionais à economia portuguesa”, refere o Citigroup, num comentário à notícia que o Governo português se prepara para fazer cativações de despesa no valor de 300 milhões de euros.
O Citigroup calcula que com estes cortes adicionais, a consolidação orçamental deste ano ficará em 9,3 mil milhões de euros, o que equivale a 5,6% do PIB.
O Citigroup tem uma previsão bem mais pessimista para a evolução da economia portuguesa, alertando nesta nota de “research” que a contracção do PIB “será substancialmente superior aos 3% actualmente previstos pela troika”.
As últimas previsões do banco de investimento apontam para uma quebra de 4,6% no PIB este ano e de 5,5% em 2013.
O Citigroup tem defendido a perspectiva que Portugal vai necessitar de um segundo resgate, provavelmente no terceiro ou quarto trimestre deste ano, devido à “provável derrapagem do défice em 2012 e fracas esperanças do país regressar aos mercados em 2013”.
Apesar de estimar este segundo resgate para Portugal já este ano, o Citigroup acredita que o programa não será acompanhado de uma reestruturação da dívida portuguesa. A concretizar-se este cenário, que o Citigroup considera provável, só deverá acontecer em 2014 ou 2015, diz o banco.
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