BBVA Research elege o BES como o preferido devido às necessidades de capital mais reduzidas que os pares.
O BBVA Research baixou as estimativas para os três maiores bancos cotados portugueses, dado o actual ambiente difícil para o sector, elegendo o BES como preferido devido às necessidades de capital mais reduzidas que os congéneres.
"Mantemos uma posição cautelosa no sector, apesar dos progressos feitos pelo novo governo em termos de consolidação orçamental e de reformas estruturais", referem os analistas do BBVA Research, adiantando que as medidas de austeridades terão impacto negativo no PIB e que, por isso, os bancos portugueses "enfrentarão um 2012 desafiante e, provavelmente, um difícil ano de 2013, o que provavelmente afectará tanto as receitas como as provisões a nível doméstico".
Perante este cenário mantêm uma "preferência relativa no BES" entre os três bancos, dada as suas menores necessidades de capital, que resultam "da exposição limitada exposição a dívida soberana" e da "menor dimensão do seu fundo de pensões em termos absolutos". Para a instituição liderada por Ricardo Salgado, o BBVA Research reitera a recomendação ‘outperform' e o preço-alvo de 2,3 euros por acção, avaliação que reflecte ainda o foco do banco no fortalecimento do balanço e os actuais níveis de provisões.
Para o BPI, os analistas mantêm a recomendação ‘market perform', com o preço-alvo de 0,59 euros (revisto em baixa dos anteriores 0,90 euros), "para reflectir o risco considerável decorrente das condições económicas difíceis em Portugal, assim como das necessidades de capital do banco". Quando ao BCP, o BBVA Research reitera a recomendação ‘underperform' e baixa a avaliação de 0,30 euros para 0,15 euros por acção, considerando, além do impacto do ambiente económico, que o banco "tem ainda uma quantidade significativa de trabalho de casa para fazer em termos de desalavancagem e de necessidades de capital e poderá precisar de apoio estatal".
As estimativas de resultados foram também reduzidas para reflectir os impactos "ao nível da margem financeira e das provisões". No resultado líquido, as estimativas para 2012 para os bancos portugueses foram reduzidas, em média, em cerca de 35%; já para 2013, as previsões foram revistas em baixa, em média, em 22%, com o BCP a ser o mais afectado em ambas as revisões do resultado.
No actual cenário económico, "a prioridade dos bancos portugueses deverá ser o corte de custos, o que, na nossa opinião, é uma das poucas variáveis que podem controlar", referem os analistas. "Usando o Santander Totta como referência, pensamos que o sector poderia reduzir o número total de balcões em 1.500, ou 27%", estimando ainda que o BPI poderia "encerrar cerca de 240 balcões, ou 31% do total, enquanto o BCP poderia fechar 27%" e o BES "poderia fechar 90 balcões ou 13% da sua rede".
Na sessão de hoje, as acções do BES desceram 2,88% para 1,58 euros.
Fonte: Dinheiro Vivo
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