quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Uma Empresa que Salva Empresas

A World Business Partners tem
dois accionistas:
um norte- americano e outro
britânico. Os dois ligados
directamente à presidente
Maria Silvério Rocha


Marina Conceição
marina.conceição@economico.pt

A World Business Partners (WBP) nasceu em Março deste ano já tem cerca de 60 clientes. A sua função é salvar empresas em dificuldades.
E neste momento, o que não falta são PME (Pequenas e Médias Empresas) em gestão de crise, principalmente no interior do País, assegura a presidente da WBP, Maria Silvério Rocha.

Até Junho, a WBP já representava dívidas de 70 milhões de euros de PME a credores. Agora "esse valor já é maior", avança ao Económico a presidente da Empresa. A actuação da WBP é transversal a toda a empresa. Afinal, "o que faz a diferença entre uma empresa ter ou não sucesso e vingar no mercado é a forma como é gerida". Além disso, não há nenhum sector que esteja com mais problemas do que outros. “A excepção reside numa boa ou má gestão.
Mas existem principalmente grandes empresas a dominarem o mercado e a estrangularem as PME”, diz a gestora.

O tipo de serviços mais comum é o apoio à gestão de crise “Levamos uma componente pluridisciplinar, onde estão advogados, economistas, gestores, marketeers e todos os técnicos necessários para o apoio de gestão”. O enfoco é o sector institucional, ou seja, banca, segurança, social e administração fiscal. É como estas três entidades que a WBP trabalha para resolver os problemas de financiamento e dívidas das PME. Aliás, a empresa já assinou até um protocolo com a segurança social. Porque é que a WBP consegue melhores condições de negociação com as instituições do que as próprias empresas? «Porque as pessoas não estão especializadas para apresentar estudos económicos. A diferença reside na forma de apresentação e no encontro de soluções»`, adianta Maria Silvério Rocha.

Até agora, a WBP conseguiu recuperar todas as empresas em que está envolvida. “Todas as empresas que vieram ter connosco estão em recuperação. Nenhuma fechou. Mesmo as que tivemos de fechar, fechamos com a minimização de perdas e dignidade, mas o objectivo é sempre recuperar”, disse.

O tempo e a forma de intervenção nas empresas muda de caso para caso: ou se resume à negociação com as entidades institucionais e a um plano de recuperação; ou terminada a recuperação; a WBP fica a fazer o acompanhamento da gestão para espoletar o crescimento sustentado.
 

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